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Teletime

Edição no.99

Conexão - página 10

Pulso-minuto - Um aparente benefício

Desde janeiro, 2,5 mil localidades têm todas as chamadas locais cobertas pela assinatura básica. Esta foi a contrapartida encontrada pelas concessionárias Brasil Telecom e Telemar/Oi para não implantarem a migração de pulso para minuto, devido ao alto investimento econômico para a adaptação de centrais antigas. A troca, à primeira vista, pode gerar um aumento fora do normal no tráfego local, ou até abrir uma janela de oportunidade para um provedor de internet discada. Neste caso, os assinantes pagariam apenas pelo provedor de internet discada. Neste caso, os assinantes pagariam apenas pelo provedor de acesso; as chamadas, como todas as outras, estariam dentro da assinatura básica.

As concessionarias ainda não têm os dados do tráfego local depois da mudança nessas cidades, mas tanto Telemar/Oi quanto Brasil Telecom não estão preocupadas com esse possível aumento. "Pode haver uma euforia inicial, mas como as cidades são muito pequenas, a tendência é que nos meses seguintes o tráfego local volte a normalidade", afirma Francisco Perrone, vice-presidente de planejamento estratégico e assuntos regulatórios da Brasil Telecom . A opinião é compartilhada por Celso Alves, gerente de planejamento da Telemar/Oi . "As cidades são muito pequenas, elas geram um tráfego muito baixo, dentro da franquia", diz ele.

O presidente da Abranet (que representa os provedores de acesso), Eduardo Parajo , opina que um novo provedor certamente optaria pela implantação de um sistema de banda larga, sob o risco de ficar com o mico na mão. "O provedor não investiria num sistema dial (usado para internet discada), por ser uma situação temporária", garante Parajo . Perrone também lembra que mesmo que um provedor se instalasse na cidade com a intenção de se aproveitar da "gratuidade" das chamadas locais, ele teria de alugar um circuito da concessionária. "Perdemos de um lado, mas ganhamos de outro", afirma ele.

Na área da Brasil Telecom , a migração não acontecerá em 722 localidades, o que corresponde a cerca de 2% da planta. No território da Telemar/Oi , ficaram de fora em torno de 7,5% das linhas em serviço. A Anatel não fixou prazo para a migração dessas localidades. Nas faturas dos clientes, as concessionárias informam que a situação é temporária.A Telemar/Oi ja tem um prazo para a migração total no Estado do Rio de Janeiro: Março/2008 . As demais localidades ainda não tem prazo definido. Quando as chamadas locais passarem a ser tarifadas em minutos, a cobrança pelas ligações locais voltará a ocorrer normalmente.


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